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tradição • 23/06/2017 - 21:52 • Atualizado em: 23/06/2017 - 22:19

Mantendo a tradição, famílias recebem o São João com fogueiras

No Recife, familiares se juntaram para começar os festejos juninos 

por Roberta Patu
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Famílias mantêm viva a tradição do acendimento da fogueiraForró e fogueira na véspera de São JoãoGiovana acende fogueira há mais de 20 anos Pular fogueira é uma das brincadeiras de criançaFamílias mantêm viva a tradição do acendimento da fogueiraSeu José ensina aos netos e mantém a tradição de acender a fogueira Seu José ensina aos netos e mantém a tradição de acender a fogueira Famílias mantêm viva a tradição do acendimento da fogueiraFamílias mantêm viva a tradição do acendimento da fogueiraFamílias mantêm viva a tradição do acendimento da fogueira
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Inevitavelmente, véspera dos festejos juninos é momento de reunir os amigos e a família para aguardar o momento mais esperado por milhares de nordestinos: o São João, 24 de junho. Os preparativos começam dias e até semanas antes da grande data e a tradição, que é passada de pai para filho, ainda é latente pelas ruas da cidade do Recife.

Com madeiras nas mãos e o fogo prestes a acender a fogueira, várias famílias preparam-se, nesta sexta-feira (23), para o ritual em comemoração ao São João - primo de segundo grau de Jesus -, que no momento do seu nascimento ergueu-se uma fogueira em comemoração. Após esse ato, tornou-se costume acender as fogueiras no período junino, com direito até a fogos de artifícios.

Foi dessa forma que o senhor José de Souza, de 74 anos, reuniu a família para festejar o nascimento do São João à beira da fogueira, no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife. Para o idoso, o festejo junino é uma tradição que aprendeu com o seu pai e agora está passando para os filhos e netos. “Eu mantenho os costumes desde quando o meu pai era vivo. Se ele estivesse vivo, amanhã, dia 24, ele faria 105 anos. E estar aqui com os meus netos é poder reviver tudo que aprendi com ele”, falou de forma nostálgica.

Acompanhando os passos do avô, Maria Júlia, João Victor e Adriano Marcelo revelam com carinho o amor pela data. “Estar perto da família e poder brincar é o mais importante”, disse Júlia. Emendando a fala da prima, João conta que gosta mesmo é da fogueira. “Gosto de pular fogueira e soltar fogos de artifícios”, falou. Já Adriano revelou que gosta mesmo é das comidas típicas da época. “Gosto de tudo, milho, pamonha, canjica e milho”, concluiu.

Na Bomba do Hemetério, também na Zona Norte do Recife, outra família já comemorava os festejos juninos antes das 18 horas - horário oficial que se acende a fogueira, segundo a crença popular -. Com muita animação e já caracterizada para brincar a festa, a aposentada Giovana Maria de Oliveira, de 68 anos, quis garantir que a chuva não iria atrapalhar o acendimento da fugueira. Para ela, a fogueira é o símbolo de comunhão.

“Gosto muito de São João e 20 anos tenho esse costume, que alegra a rua e toda a vizinhança”, disse a aposentada. A vizinha de Giovana fez uma alerta em tom de brincadeira. “Você vai morrer mais cedo, porque acendeu a fogueira antes das 18 horas”, falou descontraída Bernadete da Silva. É com esse festejo e animação que oficialmente milhares de famílias dão boas-vindas ao São João, com fogueira, bandeirolas e balão. 

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